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Tipos e classificações de signos

quinta-feira, 20 de agosto de 2015.

António Fidalgo, Universidade da Beira Interior

1) Tipos de signos

A unificação de campo operada por qualquer ciência não pode deixar de considerar a diversidade do objecto de estudo. Uma primeira abordagem dos signos deverá desde logo realçar a sua diversidade. Há muitos e diversos tipos de signos e qualquer definição de signo deverá ter em conta não só a polissemia do termo signo, mas sobretudo a diversidade dos próprios signos. Mesmo a definição mais geral de signo como algo que está por algo para alguém reclama que se especifique melhor essa relação de "estar por para". Daí que seja extremamente importante apontar, ainda que não exaustivamente, diversos tipos de signos, sobretudo os mais importantes.

1) Sinais são signos que desencadeiam mecânica ou convencionalmente uma acção por parte do receptor. Os sinais de rádio e de televisão, por exemplo, provocam nos respectivos receptores determinados efeitos. Mas também há uma aplicação convencional dos sinais, como nos casos de "dar o sinal de partida", "fazer-lhe sinal para vir", "dar o sinal de ataque". Este tipo de signos é utilizado em máquinas, e é utilizado por homens e animais.

2) Sintomas são signos compulsivos, não arbitrários, em que o significante está associado ao significado por um laço natural. Um síndroma é uma configuração de sintomas. Assim, a febre é um sintoma de doença, tal como a geada nocturna é um sintoma de que a temperatura atmosférica desceu até zero graus centígrados.

3) Ícones são signos em que existe uma semelhança topológica entre o significante e o significado. Uma pintura, uma fotografia são ícones na medida em que possuem uma semelhança com o objecto pintado ou fotografado. Subtipos de ícones são as imagens, os diagramas e as metáforas. Os diagramas, como os planos de uma casa, têm uma correspondência topológica com o seu objecto. As metáforas têm uma semelhança estrutural, de modo que é possível fazer uma transposição de propriedades do significante para o significado.

4) Índices são signos em que o significante é contíguo ao significado. Um tipo importante de índices são os deícticos, as expressões que referem demonstrativamente, como "este aqui", "esse aí", "aquele ali". Os números nas fardas dos soldados são índices, assim como um relógio também é um índice do tempo.

5) Símbolos são signos em que, não havendo uma relação de semelhança ou de contiguidade, há uma relação convencional entre representante e representado. Os emblemas, as insígnias, os estigmas são símbolos. A relação simbólica é intensional, isto é, o simbolizado é uma classe de objectos definida por propriedades idênticas.

6) Os nomes são signos convencionais que designam uma classe extensional de objectos. Enquanto os signos que designam intensionalmente o fazem mediante uma propriedade comum do objecto, os indivíduos que se chamam "Joaquim" apenas têm em comum o nome. Aqui não há um atributo intensional que os caracterize.

 
2) Princípios de classificação e taxinomia.
Classificar signos, e, dada a natureza relacional do signo, isso significa classificar as relações sígnicas nos seus diferentes aspectos, é um trabalho exigente que os semióticos frequentemente evitam. Contudo, uma vez apurada a diversidade dos signos, é imprescindível proceder à sua classificação ou, pelo menos, delinear os princípios classificatórios. Tal delineamento induz a uma melhor compreensão da natureza das relações sígnicas e constitui uma excelente pedra de toque às definições de signo. Tratar os signos todos por igual é um procedimento arriscado, por ignorar diferenças e, por isso mesmo, entregar à arbitrariedade a demarcação do campo semiótico. O afã classificatório de Charles S. Peirce deve ser entendido como uma busca de rigor na análise dos processos semiósicos.
Umberto Eco compendia e expõe sistematicamente as diversas classificações de signos.1 A exposição é modelar e vale a pensa segui-la.

1) Os signos diferenciam-se pela fonte. Os signos que provêm do espaço sideral são diferentes dos signos emitidos por animais, que por sua vez são diferentes dos signos humanos.

2) Os signos diferenciam-se pelas inferências a que dão azo. Esta diferenciação engloba a distinção tradicional entre signos artificiais e signos naturais, em que os primeiros são emitidos conscientemente, com a intenção de comunicar, e os segundos provêm de uma fonte natural. Por vezes, estes últimos, designados de indícios, não são considerados signos (Buyssens). O motivo invocado para esta exclusão é de que os signos artificiais significam, ao passo que naturais envolvem uma inferência. Eco inclui na categoria de signos os signos naturais e para isso recorre à definição dos estóicos, de que o signo é "uma proposição constituída por uma conexão válida e reveladora do consequente".

A diferença entre associação (signos artificiais) e inferência (signos naturais) pode ser subsumida nas diferentes formas de inferência, assumindo a associação sígnica bastas vezes o carácter da abdução peirceana.

3) Os signos diferenciam-se pelo grau de especificidade sígnica. Há signos cuja única função é significar, como no caso das palavras, e outros que só cumulativamente significam, como no caso dos objectos de uso (automóvel, vestido, etc.). A noção bartheana de função-signo é uma das classificações mais importantes na semiótica recente. Toda a proxémica aproveita dos signos indirectos.

4) Os signos diferenciam-se pela intenção e grau de consciência do seu emissor. Há signos que são emitidos propositada e intencionalmente, com o fito de comunicar, e há signos emitidos espontaneamente, que revelam involuntariamente qualidades e disposições. Os primeiros são chamados signos comunicativos e os segundos expressivos. A psicanálise faz uma utilização sistemática destes últimos.

5) Os signos diferenciam-se pelo canal físico e pelo aparelho receptor humano. Consoante os diferentes sentidos, olfacto, tacto, gosto, vista, ouvido, assim há diferentes tipos de signos.

6) Os signos diferenciam-se pela relação ao seu significado. Os signos podem ser unívocos, equívocos, plurívocos, vagos.

7) Os signos diferenciam-se pela replicabilidade do significante. Há signos intrínsecos, que usam como significado uma parte do seu referente. É o caso das moedas de ouro, que significam o seu valor de troca, mas que também significam o seu próprio peso em ouro. O oposto são as palavras, puramente extrínsecas, sem valor próprio e que podem ser multiplicadas ao infinito. Os signos distinguem-se assim por serem réplicas diferentes, umas que apenas significam algo exterior, e outras que significam também algo que lhes é próprio e único.

8) Os signos diferenciam-se pelo tipo de relação pressuposta com o referente. Temos aqui a conhecida distinção peirceana entre índices, ícones e símbolos, e atrás tratados.

9) Os signos diferenciam-se pelo comportamento que estipulam no destinatário. Esta classificação deve-se sobretudo a Charles Morris e à sua acepção behaviorista da semiótica. Morris faz a distinção entre signos identificadores, designadores, apreciadores, prescritores e formadores. Os signos identificadores são similares aos índices de Peirce, os designadores são os signos que significam as características de uma situação espácio-temporal. Os apreciadores significam algo dotado de um estado preferencial em relação ao comportamento a ter. Os prescritores comandam um comportamento e, finalmente, os formadores são os signos que, aparentemente privados de significado, servem para conectores aos signos complexos. Tradicionalmente são conhecidos por sincategoremáticos.

10) Os signos diferenciam-se pelas funções do discurso. A classificação mais conhecida neste âmbito é a de Jakobson que distingue seis funções da linguagem e que por conseguinte está na base de seis tipos diferentes de signo. São essas funções a referencial, em que o signo se refere a qualquer coisa, a emotiva, em que o signo pretende suscitar um resposta emotiva, fática, em que o signo visa manter a continuidade da comunicação, a imperativa, em que o signo transmite uma injunção, a metalinguística, em que os signos servem para designar outros signos e, finalmente, a estética, em os signos se usam para suscitar a atenção sobre o modo como são usados, fora do falar comum.

Notas:

1- O Signo, Lisboa: Presença, 1990, pp. 31-67.

                                          O Mundo Academico-2015

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Sinais e Signos


(Aproximação aos conceitos de signo e de semiótica)
António Fidalgo, Universidade da Beira Interior

1- Os sinais chamados sinais

Em português dá-se o nome de sinal a coisas assaz diferentes. Temos os sinais da pele, os sinais de trânsito, o sinal da cruz, o sinal de pagamento. Uma pergunta que se pode fazer é o que têm de comum para poderem ter o mesmo nome. Com efeito, o mesmo nome dado a coisas diferentes normalmente significa que essas coisas têm algo em comum. Se chamamos pessoa tanto a um bebé do sexo feminino como a um homem velho é porque consideramos que têm algo de comum, nomeadamente o ser pessoa. Que as coisas atrás chamadas sinais são diferentes umas das outras não sofre contestação. Os sinais da pele são naturais, os sinais de trânsito são artefactos, o sinal da cruz não é uma coisa que exista por si, é um gesto que só existe quando se faz, e o sinal de pagamento é algo, que pode ser muita coisa, normalmente dinheiro, que se entrega a alguém como garantia de que se lhe há-de pagar o resto. Que há então de comum a estas coisas para terem o mesmo nome? A resposta deve ser buscada na análise de cada uma delas.

Os sinais da pele são manchas de maior ou menor dimensão, normalmente escuras, que certas pessoas têm na pele. É assim que dizemos que certa pessoa tem um sinal na cara e que outra tem um sinal na mão. Essas manchas são sinais porque distinguem as pessoas que as têm. As pessoas ficam de certa forma marcadas por essas manchas, ficam por assim dizer assinaladas. Os sinais são marcas características dessas pessoas. A partir daqui, é fácil de ver que outros elementos característicos também podem ser designados como sinais. Um nariz muito comprido pode servir de sinal a uma pessoa, tal como qualquer outro elemento físico que a distinga das outras.

Daqui pode-se já tirar um sentido de sinal, a saber, o de uma marca distintiva. É sinal tudo aquilo que pode servir para identificar uma coisa, no sentido de a distinguir das demais. E o que pode servir de sinal podem ser coisas muito diversas. No caso de uma pessoa, tanto pode ser um sinal da pele, como uma cicatriz, a cor dos olhos, a altura, a gordura, a falta de cabelo, ou outro elemento qualquer que distinga essa pessoa.

Os sinais de trânsito são diferentes. Não são marcas de nada, não caracterizam um objecto. No primeiro caso, os sinais têm de estar associados a algo que caracterizem, de que sejam sinais; não têm enquanto sinais uma existência autónoma. Os sinais de trânsito, ao contrário, não se associam a outros objectos, estão isolados. Nisto se diferenciam os sinais de trânsito dos marcos de estrada. Estes estão associados à estrada, marcam ou assinalam o seu percurso ao longo do terreno. Por sua vez, os sinais de trânsito só indirectamente assinalam a estrada. A sua função primeira é outra, a de regulamentarem o trânsito das estradas. O sinal de stop, por exemplo, é um sinal de que os condutores devem obrigatoriamente parar por momentos ali. Dizemos também que significa paragem obrigatória. Os sinais de trânsito têm um significado e é isso que os distingue dos primeiros sinais, os distintivos. Estes, os sinais da pele, limitam-se a assinalar, mas nada significam, ao passo que os segundos significam, mas não assinalam ou então só o fazem indirectamente. Os sinais indicativos podem ser muito diferentes entre si, mas a sua função é a mesma: assinalar. Os sinais de trânsito têm significados diferentes consoante a sua forma (configuração geométrica, cor e elementos que o compõem); há sinais de limite de velocidade, de sentido único, de prioridade, de aviso, etc. A pergunta que se coloca é sobre a proveniência do significado. A que se responde com o código da estrada. É o código que estabelece que este sinal significa isto e aquele significa aquilo. O significado não é automático, não é um dado imediato a quem olha para o sinal. Os sinais cujo significado é determinado por um código exigem uma aprendizagem do seu significado.

Como os sinais de trânsito há muitos outros sinais. Temos os galões das fardas militares que significam o posto do portador na hierarquia militar, temos as insígnias do poder, a coroa e o ceptro do rei, a tiara do Papa, a mitra e o anel do bispo, as fardas dos polícias, mas também uma bengala de cego, os sinais indicativos das casas de banho, os sinais de proibição de fumar, etc. etc. O que caracteriza todos estes objectos enquanto sinais é o serem artefactos com a finalidade de significarem. Dito de outra maneira, há subjacente a todos eles uma intenção significativa. Conhecer esses objectos como sinais é conhecer o seu significado. De contrário perdem toda a dimensão de sinal. Os sinais deste tipo mais importantes são os sinais linguísticos, mas destes falaremos à frente.
O sinal da cruz distingue-se dos sinais anteriores simplesmente porque consiste num gesto e não é um objecto, mas tem como eles um significado. Como o sinal da cruz temos os gestos do polícia sinaleiro, o gesto de pedir boleia, além de outros, cujo significado está previamente determinado.

O sinal de pagamento assinala tanto a intenção de compra como o objecto a comprar e significa o compromisso do comprador a posteriormente pagar o montante em falta. Embora estejamos perante uma situação sígnica mais complexa que a dos sinais de trânsito, no fundo é o mesmo processo. Também aqui há uma intenção significativa subjacente e um código que regulamenta este sinal.

Feita a análise dos sinais chamados sinais, diferentes entre si, verifica-se que o que há de comum a todos eles é o serem coisas (objectos, gestos, acções) em função de outras coisas, que representam ou caracterizam. Não pode haver sinais sem um "de" à frente; ao serem sinais são sempre sinais de algo. É isso que sobressai na definição clássica de sinal: aliquid stat pro aliquo, algo que está por algo. Este "estar por" é muito vasto, pode significar muita coisa: representar, caracterizar, fazer as vezes de, indicar, etc. O mais importante aqui é sublinhar a natureza relacional do sinal, o ser sempre sinal de alguma coisa.

2- As palavras como sinais.

Que uma palavra possa ser um sinal parece claro. Para designar esses casos até existe um termo próprio, o termo de senha. Não há dúvida que certas palavras ditas em determinadas ocasiões, são sinais no sentido apurado atrás. Essas palavras são consideradas palavras-chave e o seu significado é estabelecido por um código. Mais difícil é conceber que todas as palavras, enquanto palavras, sejam sinais. Com efeito, quando dizemos alguma coisa não nos parece que sejam ditadas por qualquer código ou que as nossas palavras estão por outra coisa que não elas próprias. Isso pode ocorrer no sentido metafórico, mas não no sentido corrente em que se usa a linguagem. De tal maneira não é visível a afinidade entre as palavras e os signos, que os gregos apesar de terem estudado a língua e de terem pensado sobre o signos nunca relacionaram as duas coisas, nunca conceberam as palavras como sinais entre outros sinais. Porque uma coisa é dizer que uma palavra pode servir de sinal e outra dizer que, por ser palavra, é um signo. Nos casos em que uma palavra serve de sinal, há algo de artificial por detrás, há uma combinação ou código que determina o significado dela enquanto sinal. Ora, à primeira vista, a língua aparece-nos como algo natural ao homem, parece não ter qualquer código subjacente. A descoberta de um código subjacente a um sinal pressupõe um certo distanciamento face a esse sinal, ora face às palavras esse distanciamento não existe. Estamos mergulhados na linguagem; e mesmo quando pensamos nela e sobre ela reflectimos fazemo-lo ainda dentro da linguagem e através dela. Daqui que seja tão difícil perceber as palavras como sinais.

A consciência clara de que as palavras são sinais surge-nos no contacto com as línguas estrangeiras. É aí que nos damos conta de que as palavras são sons articulados com determinado significado, e de que os mesmos sons podem ter diferentes significados consoante as línguas (vejam-se os exemplos de "padre" e "perro" em português e em espanhol). Foi em confronto com as línguas bárbaras que os estóicos compreenderam que as palavras são também sinais convencionais.

Mas a intelecção de que as palavras são sinais representa como que uma revolução da nossa concepção de sinais, e até mais, da nossa concepção de ciência, de saber, de linguagem, e mesmo do próprio mundo. À uma a noção de sinal alarga-se a tudo o que é expressão, comunicação e pensamento. Porque se poderíamos imaginar um mundo sem sinais, entendidos no sentido restrito de artefactos cuja função é assinalar, em contrapartida não podemos imaginar um mundo humano sem linguagem. A noção de sinal, englobando as palavras, é uma noção que vai à raiz do ser humano, da sua capacidade de pensar, expressar-se e comunicar. Por outro lado, percebemos que o mundo humano, o mundo da linguagem e da cultura, é um mundo constituído de sinais e por sinais.

Um outro aspecto muito importante da inclusão das palavras no conjunto dos sinais é o tremendo impulso que isso significa para o estudo dos sinais. Desde logo porque o enormíssimo corpus de estudos sobre a língua, acumulado desde os primórdios da antiguidade clássica, passou também a fazer parte dos estudos sobre os sinais. Mas também e sobretudo porque a língua constitui um sistema de signos que, estando presente, em todas as actividades humanas, é extraordinariamente complexo e completo. A língua não é apenas mais um sistema de sinais entre outros sistemas, ela é o sistema de sinais por excelência, o sistema a que necessariamente recorremos não só para analisar os outros sistemas, mas também para o analisar a ele mesmo. De tal modo é relevante o sistema da língua que muitas vezes o seu estudo, a linguística, parece identificar-se com o estudo dos sinais em geral, a semiótica, ou mesmo suplantá-lo, em termos de esta ser apenas um complemento, como que a aplicação das análises linguísticas aos outros sistemas de sinais. Esta tendência é sobretudo patente nas correntes semióticas que tiveram a sua origem precisamente na linguística (Saussure, Escola de Paris).

3- Tudo pode ser sinal

A acepção das palavras como sinais representa um considerável alargamento do universo dos sinais. Contudo, mesmo assim, o universo dos sinais ainda é maior. É que a definição de sinal "algo que está por algo para alguém" estabelece o sinal como algo formal, donde tudo aquilo que, não importa o quê, está por uma outra coisa é, por isso mesmo, um sinal. Assim, será sinal tudo aquilo pelo qual alguém se dá conta de uma outra coisa.
De novo, com a consideração da língua fez-se um extraordinário alargamento do universo dos sinais, mas esse universo ficaria restringido aos sinais que têm por base um código estabelecido. Com o alargamento possibilitado pela natureza formal da relação sígnica, em que para que algo seja sinal basta que alguém através dele se dê conta de uma outra coisa, o universo dos sinais passa a ser idêntico ao universo das coisas.

O método de Sherlock Holmes, o célebre detective dos livros de Sir Arthur Conan Doyle, mostra-nos como tudo pode ser um sinal. As coisas mais díspares, e à vista desarmada mais inverosímeis, podem constituir excelentes pistas para chegar ao criminoso. O que Sherlock Holmes faz é estabelecer relações entre coisas que, à primeira vista, nada têm a ver umas com as outras. Ora no momento em que se estabelece uma relação entre A e B, A deixa de ser um objecto isolado para devir um sinal de B.

O carácter semiótico do método de Sherlock Holmes foi exposto por Thomas Sebeok e Umberto Eco que apuraram uma grande afinidade entre o método do detective e o método abdutivo de Charles Peirce, um dos fundadores da semiótica contemporânea.1

4- Sinais e signos e a sua ciência.

Os compêndios e os manuais de semiótica falam em signos e pouco em sinais. A razão de ser é que signo é hoje um termo técnico e sinal um termo mais vasto, menos preciso. Se, no entanto, utilizei até aqui o termo sinal foi porque procurei mostrar em que medida a investigação semiótica surge de fenómenos com que lidamos no dia a dia. Por outro lado, signo é um termo erudito, provindo directamente do latim, que não sofreu os percalços de uma utilização intensiva como o termo sinal e que por isso não foi enriquecido com termos dele derivados e que representam um contributo assaz importante ao estudo semiótico. Vejam-se os termos sinaleiro, sinalização, sinalizar, assinalar, sinalizado e assinalado.
O termo signo impôs-se na semiótica, pelo que daqui em diante o passarei a utilizar em vez de sinal. Por outro lado, o termo "sinal" tem vindo a ganhar dentro da semiótica um outro sentido que não o tradicional em português. Esse sentido "técnico" é o de um estímulo eléctrico ou magnético que passa por um canal físico.2

De qualquer modo, partindo da análise dos sinais que em português se chamam sinais entrámos num vasto campo de estudo a que se dá o nome de semiótica. Nenhuma ciência nasce feita, antes se desenvolve a partir de uma interrogação inicial sobre o como e o porquê de determinados fenómenos, e com a semiótica ocorre o mesmo. A análise feita sobre os sinais serviu para abrir o campo em que se constrói a ciência da semiótica.

Notas:

1- Umberto Eco e Thomas A. Sebeok, orgs., The Sign of three: Dufin, Holmes, Peirce, Bloomington: Indiana University Press, 1983.
2- "A signal is a pertinent unit of a system that may be an expression system ordered to a content, but could also be a physical system without any semiotic purpose; as such is studied by information theory in the stricter sense of the term. A signal can be a stimulus that does not mean anything but causes or elicits something." Umberto Eco, A Theory of Semiotics, Bloomington: Indiana University Press, 1979.


                                   O Mundo Acadêmico-2015 
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10 dicas para estudar melhor

quarta-feira, 19 de agosto de 2015.

Construindo e entendendo - O aprendizado é comparável a construção de uma casa. Até você terminá-la você não consegue ter uma ideia do todo. As limitações na comunicação impedem a transmissão do conhecimento. Em vez de apenas ouvir as aulas, leia os livros e anote os tópicos para compreender os assuntos.


Para montar a casa você precisa das matérias primas, tijolos, argamassa e vidros. Infelizmente as estratégias de aprendizado recaem em dois tipos básicos que não contemplam o todo:




1) Memorização:


Em vez de construir algo, sua atenção recai sobre apenas um tijolo, por vários minutos, tentando memorizar sua exata posição;




2) Fórmulas:


Isso é equivalente a estar cego, tateando ao redor de uma casa que você não conhece. Você não pode ver o edifício em si, mas você aprende a se locomover através de regras simples para evitar chocar-se com uma parede.  Seria essa uma forma de estudo bastante estática.

Não há nada particularmente errado com essas estratégias, mas devemos assumir que elas não são  completas. O cérebro humano não é um computador, então você não pode memorizar uma soma infinita de conhecimento sem alguma estrutura. Também temos que assumir que fórmulas não irão funcionar se as questões que elas foram feitas para responder forem alteradas.




3) O aprendizado Holístico:


A estratégia alternativa é focar na funcionalidade da informação que você está aprendendo. Isso envolve a ligação de conceitos e compreensão da informação para ter uma ideia do todo. Aqui vão algumas idéias para você começar.




4) Metáfora:


Através delas você pode rapidamente organizar as informações, comparando uma ideia complexa a uma muito mais simples. Quando você personifica uma relação entre as informações, com analogias para melhorar sua compreensão, seu entendimento pode ficar mais simples. Por exemplo: Compare neurônios com ondas em uma corda. Faça metáforas comparando a insuficiência venosa de membros inferiores com uma represa...




5) Use todos os seu sentidos:


Ideias abstratas são difíceis de memorizar porque elas fogem dos nossos sentidos. Tente aproximá-las daquilo que é sinestésico linkando essas ideias a sentimentos e imagens que que ajudem coloca-las em um contexto.




6) Ensine o assunto:


Ache alguém que não entenda o tópico e ensine para ele. Esse exercício o força a organizar todo seu conhecimento. Gastar 5 minutos explicando um conceito pode poupar uma hora de estudos combinados com o mesmo efeito.




7)Não deixe ilhas:


Quando você estuda atravéz de um livro, todo pedaço de informação deve estar conectado a outro que você já tem o conhecimento (progressão do conhecimento). Pessoas que aprendem rapidamente fazem isso automaticamente, porém, se você deixar ilhas de informação, você não será apto para acessá-las durante uma prova. Exercite a conexão entre os assuntos.




8) Teste sua Mobilidade :


Uma boa maneira de saber se você ligou suficientemente as informações é testar se você pode mover-se pelos conceitos. Abra um documento do word e comece a explicar o assunto que você está trabalhando. Se você não conseguir "pular" entre as sessões, referenciando uma ideia para explicar uma outra, você não estará apto para "pensar adequadamente" entre esses assuntos durante uma prova.

9) Ache padrões:


Procure padrões nas informações. A informação ficará mais simples de ser organizada se você puder identificar padrões mais amplos que são similares entre os diferentes tópicos. Na bioquímica, a maioria das reações obedecem o padrão de oxidação e redução. Entendendo este conceito, você pode prever a maioria dos processos bioquímicos que ocorrem em nosso corpo. Da mesma forma, esse conceito é amplamente aplicado na farmacologia.




10) Crie uma boa fundação:


Ler muito e ter um conhecimento geral de muitos assuntos dá a você maior flexibilidade em achar padrões e metaforizar novos objetos de estudo. Quanto mais você já conhece, mais fácil de aprender.




DICAS BÔNUS


11) Não force:


Não é necessário estudar muito antes das provas. Forçar o aprendizado durante os poucos dias que precedem uma prova é incrivelmente ineficiente. Ao invés disso tente linkar as ideias que lhe ocorrem [sobre o assunto], assim a recapitulação é muito melhor que a primeira tentativa de aprendizado. Estudar sempre é o conselho.




12) Construa modelos :


Modelos são conceitos simples que não são verdades por eles mesmos, mas são úteis para descrever ideias abstratas. Uma experiência ou imagem consolidada pode criar um modelo que você conseguirá referenciar quando estiver tentando entender um novo conceito.




      13) O aprendizado está em sua cabeça :

 Ter um caderno organizado ou livros perfeitamente sublinhados não  importam para o entendimento da informação. Seu único objetivo deve ser compreender o novo conhecimento para isso "grudar" na sua memória. Não tenha medo em se atrapalhar quando está escrevendo suas ideias em um papel e conectando-as em sua cabeça. O uso de cadernos é apenas um meio para o aprendizado, e não um fim para o resultado.
Fernando Carbonieri
Médico Faculdade Evangélica do Paraná. Diretor do portal Academia Médica. Preceptor da Semiologia Geral do curso de Medicina da PUCPR Campus Londrina. Integrante da comissão de integração do Médico Jovem do CFM
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SEMIÓTICA

A semiótica provém da raiz grega ‘semeion’, que denota signo. Assim, desta mesma fonte, temos ‘semeiotiké’, ‘a arte dos sinais’. Esta esfera do conhecimento existe há um longo tempo, e revela as formas como o indivíduo dá significado a tudo que o cerca. Ela é, portanto, a ciência que estuda os signos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado, neste sentido define a semiose.
Ela lida com os conceitos, as idéias, estuda como estes mecanismos de significação se processam natural e culturalmente. Ao contrário da lingüística, a semiótica não reduz suas pesquisas ao campo verbal, expandindo-o para qualquer sistema de signos – Artes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Moda, Gestos, Religião, entre outros.

O conhecimento tem um duplo aspecto. Seu ponto de vista semiótico refere-se ao significante, enquanto o epistemológico está conectado ao sentido dos objetos. A origem da semiótica remonta à Grécia Antiga, assim sendo ela é contemporânea do nascimento da filosofia. Porém, mais recentemente é que se expressaram os mestres conhecidos como pais desta disciplina. Em princípios do século XX vieram à luz as pesquisas de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, é então que este campo do saber ganha sua independência e se torna uma ciência.

A Semiótica de Peirce não é considerada um ramo do conhecimento aplicado, mas sim um saber abstrato e formal, generalizado. Segundo este autor, as pessoas exprimem o contexto à sua volta através de uma tríade, qual seja, Primeiridade, Segundidade e Terceiridade, alicerces de sua teoria. Levando em conta tudo que se oferece ao nosso conhecimento, exigindo de nós a constatação de sua existência, e tentando distinguir o pensamento do do ato de pensar racional, ele chegou à conclusão de que toda experiência é percebida pela consciência aos poucos, em três etapas. São elas: qualidade, relação – posteriormente substituída por Reação - e representação, trocada depois por Mediação.

Peirce preferiu, porém, por critérios científicos, usar os termos acima citados, Primeiridade, Segundidade e Terceiridade. A primeira qualidade percebida pela consciência é uma sensação não visível, tênue. É tudo que imprime graça e um colorido delicado ao nosso consciente, aquilo que é presente, imediato, o entendimento superficial de algo. O segundo atributo é a percepção dos eventos exteriores, da matéria, da realidade concreta, na qual estamos constantemente em interação. É a compreensão mais profunda dos significados.

A terceiridade refere-se ao estrato inteligível da experiência, aos significados dos signos, à esfera da representação e da simbolização. Neste âmbito se realiza a elaboração intelectual, a junção dos dois primeiros aspectos à sua vivência, ou seja, ela confere à estruturação dos dois primeiros elementos em uma oração o contexto pessoal necessário.

Peirce também identifica três tipos de signos: o ícone, elo afetivo entre o signo e o objeto em si, como a pintura, a fotografia, etc.; o índice, a representação de um legado cultural ou de uma vivência pessoal obtida ao longo da vida, o que leva imediatamente à compreensão de um sinal, o qual se associa a esta experiência ou conhecimento ancestral – exemplo: onde há fumaça (indício causal), há fogo (conclusão a partir do sinal visualizado) -; e o símbolo, associação arbitrária entre o signo e o objeto representado.

Outro autor importante, Ferdinad de Saussure, é conhecido como pai da Semiose. Para ele, a mera realidade sígnica justifica a existência de um ramo do conhecimento que estude os signos na sua relação com o contexto social. Diferentemente de Peirce, ele não confunde o universo da simbolização e o da vida real. Segundo Saussure, os signos, inerentes ao mundo da representação, são constituídos por um significante, sua parte material, e pelo significado, sua esfera conceitual, mental. Já o referente – que Peirce chama de objeto – está inserido na esfera da realidade.
Ana Lucia Santana
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PROBLEMAS ECONÓMICOS


INTRODUÇÃO 
A (ou salvar) problema econômico é o uso eficaz de recursos limitados para satisfazer as aspirações da sociedade recursos ilimitados. Depois de verificar que as aspirações são ilimitadas e inventariação dos recursos existentes, o problema econômico é estudado com o auxílio da curva de possibilidades de produção, o que mostra que é necessário escolher e que a economia só pode crescer se os recursos são utilizados de forma eficaz e aumentar.
ASPIRAÇÕES UNLIMITED
Para provar que as aspirações da população crescendo continuamente, basta observar que ao longo do tempo, tornar-se bens de luxo commodity.
As pessoas nunca satisfeitos com o que você tem; sempre que ela quer mais. Embora isso possa ser interpretado como ganância, ele pode simplesmente refletir o desejo da humanidade para melhorar sua situação.
Bens de consumo correntes Os ricos são chamados grampos. Estes incluem alimentos básicos, habitação, água e energia elétrica, por exemplo.
Todo mundo tem uma lista de coisas que ele considera essencial. Água, comida e abrigo são óbvias. Mas para uma pessoa doente, a medicação pode ser um grampo.
Recursos escassos recursos são divididos em humanos e não humanos. O recurso humano é a obra por excelência. Recursos não humanos são terra e capital.
Todos os recursos são limitados. Só precisa imaginar uma rua do centro de perceber que a escassez de locais mais bem colocada. A capital também é limitado porque a sua produção requer tempo e privada de bens de consumo. Mesmo o trabalho é, em certa medida, um prémio, porque nossas vidas são limitados e, portanto, assim é o tempo que pode gastar. 

TRABALHAR 
O trabalho inclui todas as formas de emprego e muitas vezes requer conhecimento. Essas habilidades são reforçadas com acumulação de capital humano, que consiste em educação, formação, saúde e à mobilidade. Remuneração ou preço do trabalho é conhecido como salário.
Cada projeto requer atenção e esforço. No melhor dos casos, você pode ter um trabalho interessante, mas ainda é um trabalho. É por isso que ele é chamado de trabalho, se é realmente como um cientista, gerente, músico ou artista.

TERRA
A terra é um dom da natureza. Ele inclui solo e tudo o que pode ser extraído a partir dele (minerais, madeira, produtos agrícolas). O solo é limitado porque a humanidade só pode dispor de que existe na Terra. A compensação pelo uso da terra é chamado de aluguel.
Às vezes, é difícil distinguir entre terras e benfeitorias ou adições à terra: este não são a terra, mas o capital e pode ser desenvolvido, porque eles são feitos pelo homem. Em um lote, você pode construir mais casas de melhor qualidade, mas a própria terra não pode ser mudado: a terra não pode crescer.

CAPITAL
Capital é qualquer meio de produção: fábricas, máquinas e equipamentos. O capital pode ser aumentado apenas por desviar recursos da produção de bens de consumo. Além disso, normalmente, requer muito tempo e grandes somas de dinheiro. A remuneração pelo uso do capital é chamado de juros.
Para produzir uma grande quantidade de mercadorias uma fábrica com muitas máquinas é necessário: isto é o que os economistas chamam de capital. Claro que, para máquinas de fábrica e de produção considerável, trabalho e investimento é necessário. Mas esses recursos não foram gastos: acumularam para produzir outros bens. Embora a linguagem da rua a acumulação de dinheiro é o objetivo de capital para o economista, o importante é o capital físico.

EMPREENDEDORISMO 
O empreendedorismo é a capacidade de possuir ou gerir um negócio para coletar todos os recursos necessários para a produção de bens ou serviços possíveis. A remuneração do empreendedorismo é chamado de lucro.
América tem uma população empreendedora. Anualmente, cerca de meio milhão de empresas são criadas. Infelizmente, a maioria de falência no primeiro ano. Na verdade, o empregador tem de ter um grande risco, mas se for bem sucedida pode chegar a possuir uma grande empresa no futuro.

PRODUÇÃO POSSIBILIDADES CURVA 

A curva de possibilidades de produção mostra a combinação dos dois bens que um país pode produzir. A curva é côncava (como pode ser visto a partir da origem) por causa da lei de custos crescentes. A curva marca um limite: a região exterior representa o inatingível e do interior, a ineficiência.
Figura G-mac2.1

Uma estatística útil calculado pelo Departamento de Comércio é "a utilização da capacidade de produção." Esta estatística mostra que proporção da capacidade produtiva do país está sendo usado e, portanto, o quanto está congelado. Você só pode obter esses números se a capacidade total de produção do país é estimado.Este é um dos objectivos conceptuais da curva de possibilidades de produção.
LEI
Crescente de custo Se um país tenta aumentar a produção de um artigo, você deve ir diminuindo a produção de outro porque os recursos não são igualmente produtivos em diferentes processos. Devido a este aumento de custo, a curva é côncava (como visto a partir da origem). Portanto, cada sociedade deve decidir qual combinação de produtos de melhor se adapta ao gosto da população.
Os recursos não são igualmente produtivos em diferentes tipos de produção. Eles tendem a ser especializados, particularmente o trabalho. A mão de obra é geralmente mais produtivo quando você executar as tarefas para as quais ele é o melhor possível. Se um país para tentar aumentar a produção de um artigo de transferência de trabalhadores de postos de trabalho que são mais produtivos para aqueles em que eles são menos, a diminuição da produção total. Isso é o que explica a lei de custos crescentes.
EFICIÊNCIA
 Qualquer ponto dentro da curva de possibilidades de produção indica que os recursos são subutilizados. Um dos objetivos da economia deve ser o de evitar tais situações e buscar a produção e o consumo máximo potencial. 
Quando as estatísticas de utilização da capacidade de produção calculado pelo Departamento de Comércio lança uma figura muito baixo indica que o país não é muito eficiente no uso de sua capacidade de produção. Isto é o que acontece durante os períodos de crise econômica: por exemplo, durante a Grande Depressão dos anos 30.

CRESCIMENTO ECONÓMICO 
Pontos fora da curva de possibilidades de produção não são realizáveis ​​sem expansão dos recursos disponíveis. Isto requer que alguns recursos são destinados à produção de bens de capital, sacrificando alguns bens de consumo. Além disso, muitas vezes, um certo progresso tecnológico é necessário para expandir o uso dos recursos existentes.


Um estudo realizado por Edward Denison revelou que o desenvolvimento da economia americana tem sido atribuída a um aumento nos fatores de produção (especialmente capital e trabalho), mas uma grande parte deste desenvolvimento é também devido às melhorias na produtividade.


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 Por: Delfim Anacleto

A cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, vestiu-se de gala no passado dia 17 de Julho para celebrar o seu quadragésimo-sexto aniversário de elevação à categoria de cidade.

 A festa acontece numa altura em que a urbe regista a criação de bairros de expansão com vista a albergar o crescente número de pessoas que escalam este ponto do país para diferentes fins, como académicos e profissionais. 

Raul Conde Marques Adriano, edil da urbe, no seu discurso alusivo a efeméride, deixou transparecer que o caminho trilhado pela antiga Vila Pery desde 1969 foi longo, mas, reconheceu haver ainda vários desafios por enfrentar. 

Falando do Programa Estratégico para a Redução da Pobreza Urbana (PERPU), Raul Conde disse, embora sem avançar números, que os seus resultados são encorajadores por, segundo o edil, ter permitido a criação de mais postos de trabalho e consequente melhoria de vida dos seus beneficiários. 

A equipa de reportagem da CriativiTV saiu às ruas com o intuito de colher o sentimento de alguns munícipes da cidade de Chimoio em relação ao estágio sócio-económico actual da urbe. Nos seus depoimentos foi notória a crescente preocupação de devolver a urbe o estatuto que ostentava há anos, o de espaço urbano mais limpo do país. 

De referir que a cidade de Chimoio localiza-se sobre o Corredor da Beira, a cerca de 200 quilómetros da Beira e a 100 do Zimbabwe. Actualmente conta com uma população estimada em 304,871 habitantes, distribuída em 33 bairros, numa área de 174 km². De acordo com a tradição oral, o nome Chimoio deriva de um clã local, o clã Moyo.   

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